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:: Setembro 28, 2003 ::


Sem Pistas (DVD & VHS)



A tentativa de dirigir um filme do roteirista Stephen Gaghan (ganhador de prêmios por TRAFFIC, de Steven Soderbergh) naufraga numa historia de suspense mal contada e dirigida. Historia esta que conta à investigação, dois anos depois, de um rapaz sumido, sendo agora procurado por um policial e a namorada do rapaz, ambos envolvidos com seus problemas e fortemente pressionados.


A namorada do rapaz é uma estudante universitária às voltas com seu trabalho de conclusão e uma futura oportunidade de emprego, que com a abertura das investigações volta a enxergar sombras do seu namorado. A personagem é interpretada pela atriz Katie Holmes, do seriado Dawson¿s Creek, que tenta de tudo para defender sua rasa personagem. Vale a constatação que Holmes, apesar deste filme, ainda não se rendeu as comédias românticas tendo inclusive já participado de projetos com Ang Lee e Curtis Hanson, sempre procurando papeis de meninas ou mulheres interessantes.


Já o personagem do investigador alcoólatra buscando uma nova chance não encontra em Benjamin Bratt (mais conhecido por ser ex-namorado de Julia Roberts) um interprete a altura de seus confrontos.


Entretanto, o maior problema de SEM PISTAS, além do ritmo sonolento (desde quando lentidão gera mistério e apreensão), é o fraco roteiro. Gaghan não consegue dar continuidade as várias idéias de seu roteiro, principalmente quando adiciona vários personagens como, o amigo apaixonado, o psicólogo e a menina da biblioteca, todos poderiam render várias ricas e inusitadas situações neste suposto suspense. Fica impressão que tudo foi construído para a revelação final, não muito surpreendente pois as opções não eram muitas.

SEM PISTAS: 3,0
Diretor(es): Stephen Gaghan
Roteirista(s): Stephen Gaghan
Elenco: Katie Holmes, Benjamin Bratt, Charlie Hunnam, Zooey Deschanel, Mark Feuerstein, Fred Ward, Melanie Lynskey, Philip Bosco. 99 min Buena VIsta

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:09 PM [+] ::
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:: Setembro 26, 2003 ::

American Gun (VÍDEO & DVD)



AMERICAN GUN para quem não assistir deve ficar conhecido como o último filme da carreira de James Coburn, recentemente falecido, ator com várias décadas dedicadas ao cinema, sendo reconhecido pelo Oscar por seu trabalho em TEMPORADA DE CAÇA. Entretanto quem tiver a oportunidade de assisti-lo notará que AMERICAN GUN surge num momento muito peculiar para a cinematografia americana: cada vez mais cineastas americanos começam a refletir sobre a violência de sua sociedade, representada aqui pela busca de um pai através de uma arma, mas que também foi utilizada, com sucesso, em filmes como TIROS EM COLUMBINE, de Michael Moore, e BANG BANG, VOCE MORREU!, Guy Ferland.


O impacto que AMERICAN GUN provoca a quem assisti-lo não é de repulsa ou amostragem de violência gratuita mas sim de choque por observar o quanto nós somos frágeis, principalmente, quando nos rendemos ao medo e a insegurança que nos cerca. Sobre a trama, prefiro revelar somente que após sua filha ser assassinada um pai (Coburn), através do numero de serie da arma do crime, começa uma incessante procura pelo ultimo portador dela (nessa busca somos apresentados aos mais diversos portadores da arma e o porque deles terem-na possuído e em qual situação a utilizaram ¿ o que pinta um curioso e apavorante painel sobre a violência americana).


Porém o mais surpreendente é a forma pela qual o roteiro faz este retrato, o que parece simples, a busca obsessiva de um pai, se torna com o passar do filme num caso extremamente absurdo (o qual não pretendo revelar), de uma coincidência extremamente infeliz (porém não incomum pela nossa realidade atual, não somente a americana). Assim o filme apresenta um ritmo, no inicio, observador e contemplativo para no final fechar a narrativa com uma revelação chocante (méritos de Alan Jacobs, roteirista e diretor da película).


Quanto à participação de Coburn, sendo esta infelizmente sua ultima contribuição para a sétima arte, ele nos brinda com um personagem difícil e complexo, mostrando todos os nuances de um homem que carrega um sentimento de culpa e tenta se redimir através sua busca obsessiva.


AMERICAN GUN : 8,0

Direção e Roteiro: Alan Jacobs
Elenco: James Coburn, Virginia Madsen, Barbara Bain. 89 min. Universal




:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:23 PM [+] ::
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Uma Saída de Mestre (CINEMA)



O diretor F. Gary Gray e os roteiristas Powers (que acreditem roterizaram DO FUNDO NO MAR e O DIA DE TERROR) mostram como faze um filme de aventura com classe e charme sem precisar explodir metade de uma cidade (vide BAD BOYS II e A LIGA EXTRAORDINÁRIA) ou apelar para efeitos mirabolantes e artificiais (vide HULK e, de novo, A LIGA EXTRAORDINÁRIA). UMA SAÍDA DE MESTRE apóia-se numa idéia cada vez mais esquecida em Hollywood, um filme deve ter diálogos e uma história para contar.

Se a história de UMA SAÍDA DE MESTRE não é original (muito pelo contrário trata-se de um remake), as situações e os diálogos são extremamente divertidos, espirituosos e inteligentes (como, por exemplo, a resposta dada por Charlie ao Chave Inglesa - repare nos nomes - quando este questiona Charlie sobre a carga a ser levada no Mini Car "-120 kg de quê? - 120kg de qualquer coisa!", para disfarçar a resposta.

Lembrando bastante o recente O ASSALTO, de David Mamet, que tratava sobre uma trama de roubo e contava com inúmeras reviravoltas, UMA SAÍDA DE MESTRE pouco utiliza a segunda opção porém no quesito roubo faz uso dos mais mirabolantes planos, tem desde perseguição de lancha pelos caminhos de Veneza até corrida de Mini Cars (vc não vai acreditar, somente olhando para crer) pelos túneis do metro, só para comentar duas das muitas cenas agitadas.

E orquestrando essa mistura cheia de charme e explosões está um diretor que desponta para o sucesso. F Gary Gray está injetando esperteza e competência em seus filmes de ação e aventura, sua filmografia inclui ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS, sobre mulheres assaltantes, A NEGOCIAÇÃO, trama tensa com direito a um duelo entre Kevin Spacey e Samuel L. Jackson; e no recente, O VINGADOR, que eu não tive oportunidade de ver, mas que pelos comentários não é um filme ruim somente banal.

Quanto ao elenco, me desapontou a participação do trio principal (Mark Wahlberg, Charlize Theron - cada vez mais linda - e , o maior desperdício, Edward Norton, de quem sou fã desde AS DUAS FACES DE UM CRIME), não sei se por mérito deles ou do roteiro pois este não criou situações dramáticas ou tensas o suficiente para mostrar seus talentos. Já o elenco coadjuvante, responsável pelo suporte cômico se sai muito bem, principalmente no momento das inserções relembrando suas infâncias, sobra comicidade e humor, no caso, inglês para o divertido bronco Jason Stathan.

Sendo assim, apesar de seus prós e contras, UMA SAÍDA DE MESTRE diverte e prova que cinema pode ser entretenimento com qualidade, poupando nossos caros ouvidos de ficarem surdos.

UMA SAÍDA DE MESTRE: 7,0
Diretor(es): F. Gary Gray
Roteirista(s): Troy Kennedy-Martin, Donna Powers, Wayne Powers
Elenco: Mark Wahlberg, Edward Norton, Charlize Theron, Seth Green, Jason Statham, Donald Sutherland, Christina Cabot, Mos Def. 110 min. UIP

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:16 PM [+] ::
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:: Setembro 21, 2003 ::

Os Heróis (VÍDEO & DVD)



Este deve ser o segundo filme que assisto que se baseia nos eventos ocorridos no 11 de setembro, o primeiro foi 11 DE SETEMBRO, projeto francês que reuniu onze diretores do mundo todo que fizerem curtas referentes a esta data. Então conseqüentemente este é o primeiro projeto realmente americano sobre o ataque terrorista porém, OS HERÓIS não vem a ser um filme de ação mostrando a realização dos policiais ou bombeiros durante suas ações no WTC mas sim uma singela homenagem às pessoas (ou melhor seres humanos) que morreram naquela missão.


O filme se constrói a partir do momento pelo qual o capitão dos bombeiros (interpretado com muita emoção pelo ator Anthony LaPaglia, do recente A MÁFIA VOLTA AO DIVÃ) procura a escritora vivida por Sigourney Weaver para ajudá-lo nos discursos nos funerais de seus oito companheiros desaparecidos durante suas ações (provavelmente mortos). Simplesmente o filme se resume a histórias contadas pelo capitão a escritora e esta escrevendo os panegíricos (é assim que eles chamam este discurso de funeral no filme).


Portanto o ritmo do filme é teatral, poucos cenários e os diálogos se resumem a estes dois personagens mencionados anteriormente. Entretanto, se você espera um filme triste e cruel por trazer lembranças à tona engana-se pois a partir das memórias do capitão muitas situações são relembradas fazendo com que cada homenageado tenha sua características expostas e experiências mostradas, tudo com muito carinho e respeito sem nunca questionar o evento em si ou mesmo acusar os responsáveis pelo ataque terrorista. Isto demonstra que o roteiro de Jim Simpson e Anne Nelson preocupa-se com os habitantes e heróis de Nova York e não em discutir o porque de tudo que ocorreu.


Assim sobram elogios para as atuações dos protagonistas e pela direção tocante de Jim Simpson (não deixando o filme tornar-se maçante). Espero que a partir de agora, já que cada vez mais filmes sobre estes eventos devem ser produzidos, que pelo menos tenham uma proposta interessante e uma realização respeitosa sem demagogia ou exploração da perda.


OS HERÓIS 6,0
Diretor(es): Jim Simpson
Roteirista(s): Anne Nelson, Anne Nelson, Jim Simpson
Elenco: Sigourney Weaver, Anthony LaPaglia, Irene Walsh, Jim Simpson, Charlotte Simpson, Julian Trompeter, Katharine Schreiber. 98 min. LK-TEL VIDEO

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 9:49 PM [+] ::
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:: Setembro 20, 2003 ::


Houve Uma Vez Dois Verões (VÍDEO & DVD)



Quem tiver a oportunidade de assistir HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES, principalmente se tiver passado dos vinte poucos anos, vai curtir uma viagem incrível (e extremamente original) pela adolescência de Chico em seu primeiro amor durante uma temporada de verão (mais precisamente em Março, quando as praias do Sul já estão quase vazias). E melhor, fazer uma viagem pela sua própria adolescência, reviver sua juventude juntamente com as aventuras e percalços de Chico, Juca e Roza.


Talvez este seja o maior mérito do filme de Jorge Furtado, em seu primeiro longa após uma carreira reconhecida como diretor de curtas e roteirista de programas cômicos na Rede Globo, Furtado iniciou sua carreira em longas com uma história extremamente simples e carismática. Assim, ganha o espectador logo nos primeiros minutos ao apresentar seus jovens personagens como pessoas comuns que pensam, erram, amam e, principalmente, querem transar (a maior ânsia nesta idade). Então surge de imediato uma identificação entre platéia e personagens fator que torna o público testemunha dos acontecimentos e nos faz relembrar nossos amores.


Com um elenco desconhecido (atualmente, seu filho Pedro Furtado, que faz o Juca, participa da novela Mulheres Apaixonadas, provavelmente reflexo de seu sucesso neste filme), Furtado acaba utilizando isto a seu favor pois em momento algum duvidamos do que está acontecendo à gurizada (eles parecem bastante naturais). Além disso, Furtado prova que comédia romântica pode ser inteligente e original, que é o que acontece em HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES.


E fechando o pacote temos belíssimas imagens das praias do Sul quase desertas e uma trilha sonora apropriada a cada momento do filme e muito bem humorada.

HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES: 7,0
Diretor(es): Jorge Furtado
Roteirista(s): Jorge Furtado
Elenco: Ana Maria Mainieri, André Arteche, Pedro Furtado, Victória Mazzini, Júlia Barth, Marcelo Aquino, Janaína Kraemer Motta, Yuri Ferreira. 75 min. Columbia



:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 8:19 PM [+] ::
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Vamos ao trabalho!!!
Como método de avaliação prefiro o, velho e bom, valor numérico (de 1 a 10).


Donnie Darko (VÍDEO & DVD)




Quem atualmente acompanha o mercado de vídeo brasileiro pode se considerar um privilegiado em termos de acesso a filmes que jamais teriam espaço no circuito cinematográfico. Como exemplo, neste ano, poderia citar além de filmes fora do eixo americano, os filmes espanhois, italianos, iranianos, francês e japonês. Já um exemplo de filme americano que chegou diretamente em vídeo é DONNIE DARKO, com direção e roteiro de Richard Kelly.


DONNIE DARKO é uma produção lançada em 2001, inclusive produzida pela atriz Drew Barrymore que possui também um pequeno papel na película. O filme trata de assuntos extremamente instigantes temos predestinação, viagem no tempo e crítica a sociedade americana, uma mistura original e surpreendente, obviamente lançada pelo cinema independente americano, mostrando que ainda é possível realizar filmes que nos fazem refletir e pensar.


A enredo, a principio, se mostra surreal, contando a historia de um jovem excluído socialmente que a partir de uma noite fatídica começa a receber visitas sobrenaturais de um coelho gigante dando-lhe afazeres e anunciando o fim do mundo dentro de 28 dias. Assim somos lançados a um mundo bastante conhecido de todos, o colegial, nesse meio se desenrola uma forte crítica social à sociedade americana juntamente com uma trama de suspense arrepiante ligando vários personagens em um mesmo evento.


Interpretando Donnie Darko está Jáke Gyllenhaal, um dos atores mais talentosos desta nova geração e protagonista de um dos meus filmes prediletos O CÉU DE OUTUBRO, de Joe Johnston. Jake é a personificação ideal de Donnie com seu olhar melancólico e solitário, além dele, ainda temos uma crescida Jena Malone como seu interesse romântico e as participações de Drew Barrymore, Noah Wyle, Mary McDonnell (incrível) e Patrick Swayze (que está surpreendente).


Eu só posso desejar que a revelação Richard Kelly continue escrevendo roteiros tão interessantes quanto este. Melhor ainda se continuar utilizando teorias sobre o Além, misturando dramas com suspenses, tornando a embalagem do filme extremamente interessante. Assim conseguindo maior espaço na mídia para mostrar ¿sua arte¿.


DONNIE DARKO: 8,0
Diretor(es): Richard Kelly
Roteirista(s): Richard Kelly
Elenco: Jake Gyllenhaal, Holmes Osborne, Maggie Gyllenhaal, Daveigh Chase, Mary McDonnell, James Duval, Arthur Taxier, Patrick Swayze. 118 min. FlashStar.


:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 6:49 PM [+] ::
... Comments:
Meu nome é Paulo Selbach Jr.
A proposta é dar dicas sobre os mais diversos filmes, desde o que está passando no cinema até na tv, e como eu trabalho numa videolocadora, daí vou tirar a maioria dos filmes que eu assisto, e pretendo escrever sobre todos eles neste espaço.
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 6:43 PM [+] ::
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