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:: Novembro 30, 2003 ::


Encurralada (DVD & VIDEO)



Existe uma regra no meio cinematográfico que diz que filmes com muitos adiamentos de data de exibição ou se nem forem exibidos no cinema deve ser em função de serem muitos ruins, principalmente quando estes possuem elenco conhecido, como é o caso deste ENCURRALADA, que tem no elenco nomes como Kevin Beacon e Charlize Theron, entre outros.


Mas a regra não se aplica tão rigidamente aqui, ENCURRALADA é um suspense que consegue prender atenção e possue um ritmo bem tenso, somente escorrega no momento no qual tenta arranjar explicações para os eventos ocorridos, explicações estas referentes a um passado em comum quando o que é mostrado no início do filme é que o trio de bandidos aplica regularmente este golpe. Cria-se um impasse!


O diretor Luis Mandoki, de UMA CARTA DE AMOR, se saiu melhor do que no seu trabalho anterior, o misto romance policial, OLHAR DE ANJO. Em ENCURRALADA há uma história melhor a ser contada envolvendo três situações: o sequestrador e a mãe da menina sequestrada, a sequestradora e o pai e menina (que ainda é asmática para complicar) e seu guardião no cativeiro. Tudo isto acaba por ocasionar uma agilidade na trama que acaba tapando um pouco os furos do roteiro. Como exemplo, nunca vi na minha vida, nem em filme, um pai arriscar tanto a vida da filha como aqui, nem no eletrizante O PREÇO DE UM RESGATE (que possui uma temática parecida), a vida de um filho esteve tão em perigo (obviamente tudo para dar ao filme mais emoção).


Quanto ao elenco, este justamente é quem salva o filme da mesmice, qualquer filme com Charlize Theron (de UMA SAÍDA DE MESTRE) já vale a pena (nem que for somente pela sua beleza), já Kevin Beacon (de ECOS DO ALÉM) compõe mais um vilão para sua galeria e o par de coadjuvantes não podia ser mais bizarro, a pseudo atriz e roqueira Courtney Love (de O POVO VS. LARRY FLINT) e o fraquinho inglês Stuart Towsend (de A LIGA EXTRAORDINÁRIA).


ENCURRALADA: 5,0
(Trapped, EUA, 2002)
Diretor(es): Luis Mandoki
Roteirista(s): Greg Iles
Elenco: Charlize Theron, Courtney Love, Stuart Townsend, Kevin Bacon, Pruitt Taylor Vince, Dakota Fanning, Steve Rankin, Gary Chalk. 105 min. COLUMBIA

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 3:22 PM
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:: Novembro 26, 2003 ::

Aos Olhos de Uma Mulher (DVD & VHS)



Mais um integrante da conhecida e sempre comentada lista de traduções de títulos absurdos em português, AOS OLHOS DE UMA MULHER, no original seria A Filha do Canibal, em referência a uma citação durante o filme. Escrito e dirigido por Antonio Serrano, de SEXO, PUDOR E LÁGRIMAS, aqui ele revela as intimidades de uma mulher abandonada pelo marido em pleno aeroporto que tem que dar a volta por cima e encaminhar novamente sua vida e, principalmente, impor sua individualidade e sentimentos.


A primeira vista, AOS OLHOS DE UMA MULHER parecia ser um filme que discutiria os sentimentos e desejos de uma mulher de quarenta anos reconstruindo sua vida (o que pouco acontece) porém, Serrano acabou por adicionar toques de comédia e, até mesmo, suspense na trama (inclusive com situações conspiratórias). Isto ocasiona, como quase sempre acontece em misturas de gêneros, quebra no ritmo regular do filme.


Além disso, Serrano ao adicionar estes temas ao filme acaba por criar diversas situações absurdamente inverossímeis para uma história tão real e corriqueira na nossa atualidade, que é a descoberta tardia da nossa personalidade. Como exemplo, temos desde a aproximação repentina e incoerente de vizinhos desconhecidos até o envolvimento de pessoas do governo e grupos guerrilheiros.


Entretanto, Serrano acerta na escolha da excelente atriz Cecília Roth para interpretar Lúcia, uma personagem ricamente explorada com drama e bom humor pelo texto de Serrano. Cecília Roth é a alma do filme adicionando charme e ingenuidade a sua personagem, aproveitando inclusive para brincar com o espectador ao utilizar diferentes visuais e ao declarar, já que é a narradora, diferentes passagens onde assume que está mentindo ou omitindo verdades acontecidas.


AOS OLHOS DE UMA MULHER: 6,0
(La Hija del Canibal, Esp/Mex,2003)
Direção: Antonio Serrano
Roteiro: Antonio Serrano
Com: Cecília Roth, Carlos Alvarez-Novoa, Kuno Becker, Enoc Leaño, Vivian Pearce, Jorge Zarate. 110 min. FOX FILMES.

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:31 PM [+] ::
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:: Novembro 22, 2003 ::

Dupla Explosiva:Ecks vs. Sever (DVD & VHS)



Em primeiro lugar, de onde tiraram este título Ecks vs. Sever do nome original do filme? Pois em momento algum, os personagens possuem um passado em comum para serem inimigos e há somente um combate entre eles, no mais, nada indica uma situação de enfrentamento (cada um possui uma história diferente no início da história, isto é, não existe um antagonismo).


Em determinado momento durante o filme, Ecks questiona Sever:"como consegue estas armas?". A resposta: "algumas mulheres colecionam sapatos..."(??!!). Isto é somente um exemplo do tipo de roteiro que DUPLA EXPLOSIVA possui. Tanto que o considero um exemplo legítimo do que costumo chamar Sessão Domingo Maior, aqueles filmes de ação onde a história e o roteiro são meros detalhes, o que importa mesmo são tiros, lutas, perseguições e explosões (o que, no caso de DUPLA EXPLOSIVA ainda vem embalado numa trilha sonora muito chata).


Informando-me sobre o filme descobri que a agência citada, DIA, existe realmente e o roteirista Alan McElroy queria sugerir um clima de filme noir (aqueles clássicos dos anos 60), porém a única coisa que ele conseguiu foi criar uma trama confusa, principalmente por contar com três (?) subtramas, mas não desenvolvendo nenhuma.


Outro fator que vem se repetindo bastante ultimamente é a escolha dos vilões, nenhum filme tem conseguido acertar na escalação ou na trama dos vilões, como exemplo, além de DUPLA EXPLOSIVA, temos os fracos vilões de MAIS VELOZES MAIS FURIOSOS, O VINGADOR, entre outros. Entretanto, em filmes como estes um bom vilão é fundamental para o andamento da trama.


O diretor de apelido Kaos (que sugestionável), estréia em Hollywood, vindo da Tailândia, não conseguiu imprimir um clima de novidade e faz somente um trabalho banal. Quanto a dupla de protagonistas, Banderas já chegou numa fase em sua carreira na qual devia escolher melhor seus personagens; já Lucy Liu, tudo bem, ainda está procurando seu espaço, mas também não consegue se destacar (nem bonita está) neste
filme ruinzinho.


DUPLA EXLOSIVA: ECKS VS. SEVER: 2,0
(Ballistic: Ecks vs. Sever, EUA, 2002)
Diretor(es): Wych Kaosayananda
Roteirista(s): Alan B. McElroy
Elenco: Antonio Banderas, Lucy Liu, Gregg Henry, Ray Park, Talisa Soto, Miguel Sandoval, Terry Chen, Roger R. Cross. 91 min. Europa Filmes

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:35 PM [+] ::
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Como Perder Um Homem em 10 Dias (DVD & VHS)



Sabe aqueles típicos filmes de guria, onde na maioria das vezes homens assistem somente para acompanhá-las pois é isto o que acontece em COMO PERDER UM HOMEM EM 10 DIAS. Entretanto, COMO PERDER... traz algumas idéias bem divertidas e muito bem conduzidas pelos roteiristas. Para quem não sabe, o filme conta a história de uma jornalista que vai fazer uma reportagem sobre como perder um homem em 10 dias e sua vítima é um publicitário envolvido numa aposta com seu emprego, assim precisam ficar juntos por motivos de trabalho,sem um saber do motivo do outro. Hudson utiliza todos os meios para afugentar McConaughey e este, agüenta todas as situações para conseguir uma conta publicitária.


O resto já da para imaginar, o velho encontro-desencontro-final feliz é garantido para alegria de todos, inclusive deste que vos escreve. O roteiro constrói várias situações engraçadissimas para todos que já passaram por vários relacionamentos. O diretor Donald Petrie, do sucesso MISS SIMPATIA, cria um clima leve e descontraído, o que acaba por esconder os problemas do roteiro, além de contar com uma trilha sonora compatível com o filme.


O mérito do filme fica com a química excelente do casal Hudson (cada vez mais linda e talentosa) e McConaughey (ganhando cada vez mais espaço no cinemão hollywoodiano), ambos passam com extrema graça e charme os percalços das situações criadas por Hudson, como exemplo, logo nos primeiros dias de encontros (eles nem chegam a namorar oficialmente), cria um suposto álbum com seus futuros filhos (???) através de montagem, hilário!



COMO PERDER UM HOMEM EM 10 DIAS: 7,0
(How to Lose a Guy in 10 Days, EUA, Alemanha, 2003)
Diretor(es): Donald Petrie
Roteirista(s): Michele Alexander, Jeannie Long, Kristen Buckley
Elenco: Kate Hudson, Matthew McConaughey, Kathryn Hahn, Annie Parisse, Adam Goldberg, Thomas Lennon, Michael Michele. 116 min. PARAMOUNT

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 2:46 AM [+] ::
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As Panteras Detonando (DVD & VHS)



Parece que o diretor McG resolveu mostrar aos críticos de AS PANTERAS, que esta continuação, AS PANTERAS DETONANDO, poderia ser muito mais inverossímil do que o anterior. Pois é isto o que acontece neste segundo episódio, num verdadeiro filme evento, pipoca, irreal e, extremamente, divertido.


Então já vai um aviso para os desinformados: AS PANTERAS DETONANDO é um filme feito para brincar de realidade numa trama onde o que interessam são os acontecimentos e não uma história, um filme para assistir sem estar com o senso crítico ligado. Se isso interessar você, então aproveite para assistir o filme mais pop, exagerado e cheio de participações desta temporada.


Toda a estrutura, que funcionou muito bem no primeiro filme, esta de volta e mais aprimorada. Todos estão de volta ao elenco, com exceção de Bill Murray que foi substituído pelo engraçadíssimo Bernie Mac como seu irmão, só que este é negro (nesse ritmo de brincadeira o filme é levado o tempo todo). Assim, temos além das três panteras (Lucy Liu cada vez mais linda, Cameron Diaz mais escrachada e, Drew Barrymore mais solta), há ainda varias participações especiais como: Demi Moore (completamente renovada), Bruce Willis, as gêmeas Olsen, a ex-pantera Jaclyn Smith, Rodrigo Santoro (mudo, porém sem problema algum nisso, o que vale é a participação) e a cantora Pink, entre outros.


Claro que alguns poderão reclamar dizendo que o filme não possui trama alguma e menos ainda coerência porém, o clima imposto pelo diretor McG é de pura alegria e divertimento, todos os personagens parecem estar se divertindo e isto passa para quem esta assistindo ele, então a credibilidade do que está acontecendo (e são muitas as inverossimilhanças) fica para o segundo plano.


AS PANTERAS DETONANDO: 6,0
(Charlie's Angels: Full Throttle, EUA, 2003)
Diretor(es): McG
Roteirista(s): John August, Cormac Wibberle, Marianne Wibberley
Elenco: Cameron Diaz, Drew Barrymore, Lucy Liu, Bernie Mac, Crispin Glover, Justin Theroux, Robert Patrick, Demi Moore. 111 min. COLUMBIA

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 2:43 AM [+] ::
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:: Novembro 21, 2003 ::

Hulk (DVD & VHS)



Não adianta quererem supervalorizar histórias em quadrinhos, este subgênero deve somente ser usado como entretenimento da indústria americana, como fizeram com X-MEN ou HOMEM-ARANHA. Foram tentar dar ares de tragédia humana tentando construir um verdadeiro estudo sobre relações familiares, não esquecendo o lado da aventura e efeitos especiais, resultado está no filme HULK, de ótimo diretor Ang Lee, que acabou se transformando num monstro de duas cabeças.


As duas cabeças podem ser explicadas da seguinte maneira: HULK desde o seu início conta por meio de, principalmente, quatro personagens a infância e os relacionamentos de Bruce Banner. Cientista reconhecido que trabalha para o exército juntamente com Betty Ross (seu interesse romântico), Banner acaba por ser vítima de um acidente com radiação gama e a partir daí, seus sentimentos, principalmente a raiva, ocasionam sua transformação em HULK.


Sendo esta a sinopse de HULK, os roteiristas resolveram mesclar o envolvimento de Bruce e Betty com seus respectivos pais e com um lado pitoresco da história que é o surgimento do monstrão verde. Mas faltou para o filme uma enxugada na história, passa-se muito tempo ouvindo um blábláblá sobre os personagens e logo, em seguida, após o aparecimento de HULK esquece-se estes mesmos em função da ação e os efeitos. Portanto, o roteiro incomoda pela falta de sintonia.


Para contar está história ninguém melhor que o diretor Ang Lee, de RAZÃO E SENSIBILIDADE e O TIGRE E O DRAGÃO, porém na mistura que o roteiro conduz, Lee consegue somente criar um clima para que os 137 minutos passassem rápido e as curiosas construções de página de quadrinhos a cada seqüência terminada, colocando o filme em seu devido lugar (HQ).


Quanto ao elenco, HULK comete certos equívocos, como a escalação de Nick Nolte como pai do personagem Bruce, este mais parece um louco varrido do que um cientista, Nolte construiu um personagem extremamente caricatural. Assim como fez Sam Elliot, com seu personagem General Ross, típico militar de filmes americanos. Já o trabalho de Eric Bana (achei acertada a escalação de um ator desconhecido do grande público), poderia ter mais destaque não fosse dividir o personagem com os efeitos digitais, ainda bem que nessa mistura temos a beleza encantadora de Jennifer Connelly, subaproveitada na metade final do filme.


Porém o mais difícil, é desligar o senso crítico durante as aparições do digitalizado Hulk, parece muito artificial (inclusive, com as aparições daqueles absurdos cachorros hulks), não combina com os cenários, é inacreditável vê-lo pulando (quase voando) e acabando com os tanques do exército.


Melhor sorte na continuação!!!


HULK - O FILME: 4,0
(The Hulk, EUA, 2003)
Diretor(es): Ang Lee
Roteirista(s): Michael France, John Turman, James Schamus
Elenco: Eric Bana, Jennifer Connelly, Sam Elliott, Josh Lucas, Nick Nolte, Paul Kersey, Cara Buono, Todd Tesen. 137 min. UNIVERSAL

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:16 AM [+] ::
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:: Novembro 18, 2003 ::

Tolerância Zero



Filmes com temáticas sociais, principalmente, os que abordam temas como preconceito das mais diversas formas seja por cor de pele (HURRICANE) ou religião (A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA), sempre renderam filmes fortes e polêmicos. O último exemplo deste gênero de filme acaba de chegar às locadoras: TOLERÂNCIA ZERO, um filme que possui uma temática, no mínimo, inusitada.


O roteiro conta à história real de Danny Balint, um jovem de origem judaica (tendo inclusive estudado numa escola judaica) que após alguns eventos acaba por se tornar um neonazista que persegue os estudantes judeus e acaba por integrar um grupo fascista. O grande ganho do filme é esta verdadeira antítese do protagonista que ao mesmo tempo tem e continua tendo uma criação judaica mais nutre um verdadeiro ódio renegando sua história.


Henry Bean escreve e dirige a película com coragem e força, construindo um personagem visceral como Danny. Entretanto, Henry esquece que um filme possui mais personagens e os personagens secundários acabam por desaparecer durante a trama, mas o que não ocasiona perda no final do filme.


Claro que Henry teve competência ao escolher Ryan Gosling (do esquecível CÁLCULO MORTAL) para viver o protagonista. Este consegue vivenciar toda a complexidade de seu personagem somente pelos olhos: ódio e culpa, impulso e respeito aos símbolos da sua religião. Sendo, portanto, o grande destaque de TOLERÂNCIA ZERO.


TOLERÂNCIA ZERO: 7,0
(The Believer, EUA, 2001)
Diretor(es): Henry Bean
Roteirista(s): Henry Bean, Mark Jacobson
Elenco: Ryan Gosling, Summer Phoenix, Theresa Russell, Billy Zane, A.D. Miles, Joshua Harto, Glenn Fitzgerald, Garret Dillahunt. 98 min. EUROPA FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:03 AM [+] ::
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Halloween Ressurreição



Não sei o que anda acontecendo com o cinema, principalmente, o americano, antes quando filmes possuíam temáticas ou histórias parecidas somente uma produção era realizada. Nos últimos anos, estúdios começaram a se degladiar com os filmes parecidos e, quem lançava primeiro levava a melhor sorte (no quesito dinheiro). Exemplos desta leva foram: INFERNO DE DANTE e VOLCANO; VIDA DE INSETO e FORMIGUINHAZ, entre outros. Contudo, atualmente, se lança descaradamente um atrás do outro sem a menor noção de tempo.

Foi o que aconteceu com o lançamento de O OLHO QUE TUDO VÊ e HALLOWEEN RESSURREIÇÃO neste ano e que utilizam o fenômeno social Big Brother para fazer assustar. Se o primeiro, apesar de deficiente, ainda contava com idéias aproveitáveis (por exemplo, a utilização de imagens do próprio programa), HALLOWEEN tenta ganhar (somente tenta!), um novo ar para continuar contando a saga de Mike Myers (como esta se fazendo com Jason e Freddy).

O único momento que vale a pena assistir de HALLOWEEN RESSURREIÇÃO é a participação final (aleluia!) de Jamie Lee Curtis (que ainda se sai muito bem como a rainha do grito de décadas passadas), no mais a desculpa para o ressurgimento de Mike Myers é absurda e o filme em si, também.

Temos vários jovens dentro da casa de Myers participando de um programa da internet e desde o inicio sabemos quem vai morrer e quem vai enfrentar o vilão ao final (obviamente, deixando o final em aberto para se ocorrer a possibilidade de fazerem mais um episódio).

HALLOWEEN RESSURREIÇÃO: 2,0
(Halloween: Resurrection, EUA, 2002)
Diretor(es): Rick Rosenthal
Roteirista(s): Larry Brand, John Carpenter, Debra Hill
Elenco: Bianca Kajlich, Busta Rhymes, Thomas Ian Nicholas, Ryan Merriman, Daisy McCrackin, Katee Sackhoff, Luke Kirby, Billy Kay. 94 min. IMAGEM FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:01 AM [+] ::
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:: Novembro 17, 2003 ::

O Vingador



Não foi desta vez que Vin Diesel conseguiu se destacar numa produção capitaneada somente por sua figura. Em O VINGADOR, Diesel interpreta um policial envolvido em investigações contra o narcotráfico até pagar com um atentado suas investigações, no caso matam sua mulher, então, o óbvio acontece e, Diesel, recorrerá a vingança com as próprias mãos.


O maior problema em O VINGADOR, como se pode perceber é a obviedade num amontoado de clichês. Temos aquelas cenas de enfrentamento com o chefe de polícia que o retira do caso, parceiros que dão uma mão para ele por debaixo dos panos, entre outras cenas já clássicas deste gênero.


Admira-me que a produção tenha a direção do competente e inventivo F. Gary Gray, o mesmo dos bons A NEGOCIAÇÃO e, do recente, UMA SAÍDAD DE MESTRE, que sempre conseguiu imprimir em seus filmes doses de ação e suspense na medida certa. Aqui, seu trabalho até consegue superar, em determinados momentos, ser uma cópia de DESEJO DE MATAR, do falecido Charles Bronson.


Portanto o jeito e Vin Diesel voltar as seus filmes eventos (ECLIPSE MORTAL, VELOZES E FURIOSOS e TRIPLO X) que pelo menos lhe garantem uma continuidade na carreira, pois como se provou aqui, ele ainda não tem crédito suficiente (apesar de eu achar que também faltou um elenco coadjuvante melhor) para protagonizar um filme considerado normal, isto é, baseado num roteiro, simplesmente.


O VINGADOR: 3,0
(A Man Apart, EUA, 2003)
Diretor(es): F. Gary Gray
Roteirista(s): Christian Gudegast, Paul Scheuring
Elenco: Vin Diesel, Larenz Tate, Timothy Olyphant, Alice Amter, Jim Boeke, Ken Davitian, Steve Eastin. 110min. PLAYARTE

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 11:59 PM [+] ::
... Comments:
:: Novembro 13, 2003 ::

Matrix Revolutions (CINEMA)



Já que todos estão comentando, ou melhor, idolatrando ou esculachando este novo episodio de MATRIX (dito o último!), MATRIX REVOLUTIONS, também vou expressar minha opinião e minhas observações. Claro que esta denominação de revolução do título pertence ao inovador MATRIX, que já foi copiado, parodiado e serviu de comparação para as duas continuações.


Se em MATRIX RELOADED nada acontecia a não ser as perguntas que não foram respondidas com um final em aberto já em MATRIX REVOLUTIONS, estas mesmas perguntas foram respondidas parcialmente (eu quero que alguém me explique onde terminou a teoria de Neo ser um programa? Quem são e para que serviram os excelentes personagens Merovingian e Persephone?) e ainda foram criadas muitas outras (qual finalidade da menina Sati?).


Esta seria minha grande reclamação com o final da trilogia MATRIX, o roteiro dos irmãos Wachowski (nem questiono a direção pois MATRIX concentra sua força nos efeitos e, conseqüentemente, na edição e montagem). Tenho a impressão que com o sucesso do filme original, os irmãos resolveram aumentar exponencialmente a complexidade do universo criado por eles (ou copiado, como dizem alguns, o que não vem ao acaso). Porém nesta "complexação" do roteiro sobraram idéias e faltaram resoluções coerentes (mesmo para um filme de ficção).


Outro fator que me incomodava bastante no episódio anterior são as (malditas) frases com nenhum sentido e sem nexo, que novamente aqui se repetem, como por exemplo, "- O amor é apenas uma palavra", ou ainda, "- Esperança é uma indulgência para o qual não tenho tempo" , e muitos outros absurdos.


Entretanto sempre encarei a trilogia com um cinema entretenimento ou filme-pipoca, nunca lhe dei maior importância como fazer teorias ou acreditar em sua ideologia pop cultural. Então seu maior mérito foi inovar o cinema de ficção com idéias e referencias interessantes e inusitadas, somente acho que já deu o que tinha que dar. Melhor terminar assim do que continuar medíocre como já foram dados amostras em momentos durante estas duas continuações.


MATRIX REVOLUTIONS: 7,0
(The Matrix Revolutions, EUA, 2003)
Diretor(es): Andy Wachowski, Larry Wachowski
Roteirista(s): Andy Wachowski, Larry Wachowski, Andy Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Carrie Anne Moss, Laurence Fishbourne, Hugo Weaving, Mary Alice, Tanveer Atwal, Helmut Bakaitis, Kate Beahan, Francine Bell, Monica Bellucci, Rachel Blackman. 129 min. WARNER

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:28 AM [+] ::
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Embriagado de Amor (DVD & VHS)



A primeira informação a ser passada é que EMBRIAGADO DE AMOR é um filme dirigido e escrito por Paul Thomas Anderson, diretor do fantástico MAGNÓLIA, que aqui resolve contar uma simples história de amor porém a sua maneira, isto é, bastante inusitada e original.


Então se prepare, esta não é uma comédia romântica como AMOR À SEGUNDA VISTA, ESCRITO NAS ESTRELAS ou DOCE LAR, EMBRIAGADO DE AMOR conta com o roteiro sempre original de Anderson. O filme conta à história de Barry Egan (Adam Sandler), é irmão de sete mulheres que sempre o castraram (inclusive sendo considerado um patinho feio por elas mesmas) por isto ele cresceu retraído e introspectivo (sempre se apresentando com meios sorrisos) até encontrar numa amiga de sua irmã uma nova possibilidade de se apaixonar. Entretanto durante a construção desta simples história, Anderson acrescenta detalhes surreais ao roteiro.


No inicio, temos o aparecimento de um inusitado piano, depois o envolvimento do nosso anti-herói, com uma estranha promoção de milhagem de pontos (aquelas que se troca por viagens) e com uma chamada de tele-sexo que transforma a vida de Barry num inferno. Achou bizarro? Pois com certeza ainda a de se surpreender mais com algumas peculiaridades da história de Anderson (não esqueçam que ele criou uma chuva de sapos no seu filme anterior).


E assim como fez com Mark Wahlberg, em BOOGIE NIGHTS, e com Tom Cruise, em MAGNÓLIA, Anderson preparou Adam Sandler para o desfio de sua vida (principalmente para quem esta acostumado a interpretar personagens caricatos e estranhos em suas loucas comédias), tirou os excessos de caras e caretas de Sandler e transformou o comediante num ator dramático. Seu personagem possui uma carga dramática bastante forte (reprimido mas ao mesmo tempo explosivo) que encontra em Emily Watson (sempre bonita) a possibilidade de mudar o rumo de sua medíocre vida.


Mas assim como aconteceu em MAGNÓLIA, EMBRIAGADO DE AMOR, mesmo sendo um filme sobre amor com uma roupagem mais popular, trata-se de um legitimo produto da filmografia de Anderson, ou seja, para um público restrito e apreciador de historias incomuns.


EMBRIAGADO DE AMOR: 8,0
(Punch-Drunk Love, EUA, 2002)
Diretor(es): Paul Thomas Anderson
Roteirista(s): Paul Thomas Anderson
Elenco: Adam Sandler, Philip Seymour Hoffman, Emily Watson, Luis Guzmán, Mary Lynn Rajskub. 89 min. COLUMBIA

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:25 AM [+] ::
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:: Novembro 12, 2003 ::

Amor à Segunda Vista (DVD & VHS)



Sandra Bullock está se mostrando mais esperta do que eu imaginava, além de fazer sucesso com suas comédias (apesar dos escorregões 28 DIAS, e o decepcionante CÁLCULO MORTAL), ela está se tornando uma mulher de negócios, mais precisamente, uma produtora de seus filmes. assim, além de garantir um salário admirável (fora os lucros) possui voz de comando nos bastidores da produção.


Isto já tinha acontecido em DIVINOS SEGREDOS, uma comédia dramática razoável, na qual Bullock se rodeou de atores veteranos exemplares (Maggie Smith, Ellen Burstyn e James Garner) garantindo um mínimo de qualidade. Agora, em AMOR À SEGUNDA VISTA, Bullock junta-se ao rei das comédias românticas, Hugh Grant, de UM GRANDE GAROTO.


Para variar, o filme não possui nenhuma originalidade (mas quem possui!!), entretanto tem um ritmo acessível a todos, principalmente, em função dos divertidos e sarcásticos diálogos entre os opostos Lucy e George, ate a inevitável virada piegas de sempre, indiscutivelmente previsível.


Outro detalhe que me chamou a atenção é que desta vez, Bullock achou suficiente contar somente com Grant em seu elenco, porém faltaram personagens secundários mais interessantes e com atores mais talentosos os representando.


AMOR À SEGUNDA VISTA: 5,0
(Two Weeks Notice, EUA, 2002)
Diretor(es): Marc Lawrence
Roteirista(s): Marc Lawrence
Elenco: Sandra Bullock, Hugh Grant, Mark Feuerstein, Dorian Missick, Jeff Aaron, Jason Antoon, Lainie Bernhardt, Heather Burns. 100min. WARNER

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 1:50 AM [+] ::
... Comments:
:: Novembro 7, 2003 ::
hoje, vou postar alguns filmes que ficaram pelo caminho nestas últimas semanas, todos já estão disponíveis nas videolocadoras, não há nenhuma grande surpresa, somente alguns medianos e outros fracos.



O Olho que Tudo Vê (DVD & VHS)



O cinema inglês tem se especializado no gênero suspense/terror. Entretanto sofre com o mesmo problema da sua nação amiga, os Estados Unidos, para cada filme como o recente EXTERMÍNIO, há bobagens ou decepções como JOGO DOS ESPIRITOS e O BURACO, respectivamente. A mais nova promessa, O OLHO QUE TUDO VÊ, mistura de Big Brother com A BRUXA DE BLAIR, infelizmente pertence ao segundo grupo.


Da mesma maneira que JOGO DOS ESPÍRITOS, O OLHO QUE TUDO VÊ erra em dois quesitos importantes: o roteiro incoerente e burro (as situações ocorridas com os participantes são idiotas) que em momento algum envolvem o espectador num clima de mistério e pavor juntamente com a mudança do ritmo ao final da projeção para ocasionar sustos e correria; e a escolha de atores (pior que amadores) que em momento algum passam veracidade.


Mas o estilo de filmagem, com as câmeras mostrando as imagens no escuro e sempre se posicionando em busca dos participantes (como num verdadeiro reality show), e a premissa instigante salvam O OLHO QUE TUDO VÊ do fracasso total e da mesmice.


O OLHO QUE TUDO VÊ: 4,0
(My Little Eye, EUA, 2002)
Diretor(es): Marc Evans
Roteirista(s): David Hilton, James Watkins
Elenco: Sean Cw Johnson, Kris Lemche, Stephen O'Reilly, Laura Regan, Jennifer Sky, Bradley Cooper, Nick Mennell. 94 min. UNIVERSAL



Ritmo Total (DVD & VHS)



Este é um legítimo exemplar do que costumo chamar de "Sessão da Tarde", isto é, filmes com apelo familiar que contam histórias, em sua maioria, edificantes ou ainda leves e descompromissadas (puro passatempo, traduzindo).


RITMO TOTAL possui um diferencial inusitado, no mínimo, contar uma história que tem como pano de fundo as famosas bandas marciais universitárias (aquelas que sempre aparecem nos jogos de futebol americano), tão presentes na cultura americana. Claro que pra nós (brasileiros), isto soa a novidade porém no mais, a história é recheada dos mais variados clichês de histórias edificantes (como o técnico autoritário que terá que rever seus conceitos, a disputa entre um novato e o líder antigo da banda, etc).


Mas RITMO TOTAL, que conseguiu fazer um sucesso surpreendente nos EUA, impõe-se pela presença de Nick Cannon (o protagonista), um ator que consegue imprimir uma interpretação forte e ousada no complexo Devon Miles e, também, no acerto da direção de Charles Stone III, principalmente, nos momentos dos desafios intensos e vibrantes entre as bandas marciais.


RITMO TOTAL: 5,0
(Drumline, EUA, 2002)
Diretor(es): Charles Stone
Roteirista(s): Shawn Schepps, Tina Gordon Chism, Shawn Schepps
Elenco: Nick Cannon, Zoe Saldana, Orlando Jones, Leonard Roberts, GQ, Jason Weaver, Earl Poitier, Candace Carey. 118 min. FOX



Recém Casados (DVD & VHS)



Como nada no cinema se cria somente se reformula, chega agora a primeira versão de FÉRIAS FRUSTRADAS do novo século. Para quem não lembra (o que é muito difícil pois o filme é exibido com exaustão na televisão), FÉRIAS FRUSTRADAS foi uma série de filmes protagonizados por Chevy Chase (está vivo???) onde uma família atrapalhada saia de férias e, obviamente, muitas coisas davam errado, garantido as gargalhadas.


O grande problema de RECÉM CASADOS (além do plágio) é o estilo adotado na comédia pelo roteiro e a direção. Seria o que chamamos de humor físico (quedas, batidas, choques e brigas) o que não é muito engraçado quando utilizado sozinho como única opção do roteiro. Posso citar somente duas risadas minhas: o ataque da barata e a denúncia ocorrida no aeroporto. No mais é tudo meio pastelão e risos amarelos.


Além disso, considero a atriz Brittany Murphy (de 8 MILE), muito irritante com sua voz rouca e histérica, e quanto ao Ashton Kutcher (de CARA CADÊ MEU CARRO?), este estilo de filme lhe cai muito bem, principalmente com sua cara de abobado.


RECÉM CASADOS: 5,0
(Just Married, EUA, 2003)
Diretor(es): Shawn Levy
Roteirista(s): Sam Harper
Elenco: Ashton Kutcher, Brittany Murphy, Christian Kane, David Moscow, Monet Mazur, David Rasche, Thad Luckinbill. 95 min. FOX

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:50 AM [+] ::
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O Terno de Dois Bilhões de Dólares (DVD & VHS)



Parece que Jackie Chan rapidamente terá que voltar à China para resgatar seu verdadeiro espírito de herói dos filmes de ação pois com o passar dos anos os estúdios hollywoodianos resolveram transformar Chan em astro de comédias, e o pior sempre com um par nos créditos.


Esta fórmula deu certo em HORA DO RUSH 1 e 2 e no sucesso BATER OU CORRER, mas nestes filmes Chan contracenava com o hilário Chris Tucker e o engraçado Owen Wilson. Já neste novo filme, o par de Chan é a gracinha Jennifer Love Hewitt, que não possui a menor química com o astro chinês, fazendo o filme render pouco na comédia e na ação, o ritmo é morno. Restam os erros nos finais, já famosos dos seus filmes, que sempre rendem algum riso (na maioria das vezes, bem mais do que no filme em si).


Mais o que eu mais lamento é a contínua banalização (ou seja, tudo vira motivo de piada) dos dotes artísticos de Chan. Ele é um ótimo lutador e possui um carisma extremo como ator, mas cada vez menos seus filmes utilizam seus dotes físicos, em O TERNO DE DOIS BILHÕES DE DÓLARES, a maioria das suas peripécias e lutas são em função dele estar vestindo o terno especial do título do filme (ou seja, não lhe dão o devido valor).


O TERNO DE DOIS BILHÕES DE DÓLARES: 4,0
(The Tuxedo, EUA, 2002)
Diretor(es): Kevin Donovan
Roteirista(s): Phil Hay, Michael Leeson, Matt Manfredi
Elenco: Jackie Chan, Jennifer Love Hewitt, Jason Isaacs, Ritchie Coster, Debi Mazar, Brian Rhodes, Larissa Laskin, James Brown. 98 min. UNIVERSAL



O Segredo de Charlie (DVD & VHS)



Decepção é a palavra desta refilmagem de Jonathan Demme, de SILÊNCIO DAS INOCENTES, para o filme O CHARADA. Tudo parece soar como um filme pretensamente sofisticado e moderno (isto pode ser um função do ambiente francês, mais precisamente Paris).


Mas não é só isso, o roteiro utiliza uma trama muito complicada (ou muito mal explicada) criando várias situações incoerentes e absurdas (neste caso não tenho como comparar com o original por não tê-lo assistido).


Demme também não está nos melhores dias, ele não consegue criar um clima de mistério e suspense nem imprimir agilidade ou interesse durante a projeção.


Sendo um produto "meia boca", O SEGREDO DE CHARLIE não conta nem com o talento freqüente e comprovado de Tim Robbins, perdido em cena. Wahlberg depois de BOGGIE NIGHTS, também vem deixando a desejar desde a partir de O PLANETA DOS MACACOS. Sobra então a beleza de Thandie Newton (de MISSÃO IMPOSSÍVEL 2), apesar da personagem fraca.


O SEGREDO DE CHARLIE: 3,0
(The Truth About Charlie, EUA, 2002)
Diretor(es): Jonathan Demme
Roteirista(s): Peter Stone, Jonathan Demme, Steve Schmidt
Elenco: Mark Wahlberg, Thandie Newton, Christine Boisson, Tim Robbins, Joong-Hoon Park, Ted Levine, Lisa Gay Hamilton. 104 min. UNIVERSAL

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:44 AM [+] ::
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:: Novembro 1, 2003 ::
Vou aproveitar o inicio do mês para postar alguns filmes (TODO PODEROSO, O HOMEM QUE COPIAVA, TIROS EM COLUMBINE) que eu tive oportunidade de ver nos cinemas e estão chegando durante este mês as locadoras.




Todo Poderoso (DVD & VHS)



Ao voltar para as comédias, após fazer três participações em filmes mais sérios ¿ O SHOW DE TRUMAN, O MUNDO DE ANDY e CINE MAJESTIC -, Jim Carrey volta a enfrentar uma questão já levantada anteriormente em sua carreira: ele é um ator talentoso ou somente um cômico careteiro??


Sou mais adepto da primeira opção, pois pode-se observar em seus trabalhos ditos mais sérios que Carrey trabalhou com cineatas de renomado talento como Peter Weir, Milos Forman e Frank Darabont, além de seus costumeiros parceiros em comédia como neste trabalho em que é dirigido por Tom Shadyac, de O MENTIROSO.


O maior problema de TODO PODEROSO, talvez seja utilizar uma situação que teria tudo para ser um filme extremamente cômico para no final servir apenas de veículo para as caretas de Carrey e utilizar centenas de efeitos especiais, que não fariam falta se não estivessem presentes (por exemplo, quando Carrey quer criar um clima para sua namorada e acaba ¿laçando¿ a lua para tornar a noite especialmente romântica).


Além de tudo o roteiro nos oferece uma busca pela humanidade e sentimentos que a maioria das pessoas deixam para trás, o tema também foi visto recentemente em UMA VIDA EM SETE DIAS, isto é, em situações extremas revemos todos nossos conceitos e acabamos por dar valor ao que verdadeiramente merece como família, amigos e amor. O que torna TODO PODEROSO uma comédia extremamente familiar (tanto que é distribuída pela Disney).


A película peca também por não aproveitar seu elenco coadjuvante como Jennifer Aniston e Morgan Freeman, este especialmente, pois parece estar se divertindo bastante no papel de Deus (o contrário do visto no recente DEUS É BRASILEIRO, onde Antônio Fagundes compôs um Deus extremamente rabugento e mau humorado).



TODO PODEROSO: 6,0
(Bruce Almighty, EUA, 2002)
Diretor(es): Tom Shadyac
Roteirista(s): Steve Koren, Steve Oedekerk, Mark O'Keefe
Elenco: Jim Carrey, Jennifer Aniston, Morgan Freeman, Lisa Ann Walter, Mark Adair-Rios, Sydney Anderson, Catherine Bell. 101 min. BUENA VISTA


:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:44 PM [+] ::
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O Homem que Copiava (DVD & VHS)



Depois do cinema, "marginal" ou "atual", brasileiro fazer sucesso na telona, vide a bilheteria de CIDADE DE DEUS e CARANDIRU, o cinema brasileiro mostra que a violência não faz parte somente das favelas e presídios; em O HOMEM QUE COPIAVA, de Jorge Furtado, vemos que a realidade social atinge também as pessoas comuns e acaba influenciando até uma história de amor.


Ninguém melhor que o diretor e roteirista Jorge Furtado para mostrar todas as situações cotidianas e corriqueiras do cotidiano de pessoas comuns que têm sonhos e querem ser felizes apesar de marginalizadas. Furtado pinta este painel na cidade de Porto Alegre e consegue realizar um dos filmes mais surpreendentes deste ano sem necessitar de eventos sobrenaturais. Aqui o que vale é a consciência de André, nosso operador de fotocopiadora, que no momento em que se apaixona, observa que a vida que leva, cheia de dificuldade e rotina, não serão suficientes para conquistar Silvia.


Furtado neste momento utiliza todas as referências que pode para contar a ¿cruzada¿ de André, têm desenho, gravação em off, citações de literatura e muita referência pop. O filme torna-se ágil fazendo o espectador se identificar com os personagens e ainda torcer por eles.


Claro que tudo ficou facilitado pelo trabalho do elenco: Lazaro Ramos é um ator extremamente versátil e compreendeu exatamente o universo de André para poder personifica-lo na telona; Silvia, esta representada pela beleza natural e talento de Leandra Leal, que possue carisma de gente comum; já o outro casal não poderia ser mais inusitado o trambiqueiro de Pedro Cardoso e a gostosona de Luana Piovani, tomam conta da parte cômica da película. Tudo isto orquestrado, pela excelente direção de atores de Furtado, que mesmo com um elenco reduzido conseguiu dar agilidade e emoção ao seu filme.


Mas vc pode perguntar de onde vem este ritmo ágil de uma trama romântica? Pois a partir da metade da projeção o filme vai ganhando ares de aventura com toques de suspense, onde temos roubo, dinheiro, mentiras e um assassinato misturados a nossa costumeira comédia romântica.


Se vc gostar do que assistir, faça como eu torne-se um fã de carteirinha de Furtado (o melhor roteirista brasileiro no momento) e assista a seu filme anterior a gostosa comédia (praiana) romântica HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES e, ainda fique sabendo que ele também é um dos roteiristas do recente LISBELA E O PRISIONEIRO.


O HOMEM QUE COPIAVA: 8,0
(BRA, 2003)
Diretor(es): Jorge Furtado
Roteirista(s): Jorge Furtado
Elenco: Lázaro Ramos, Luana Piovani, Pedro Cardoso, Leandra Leal, Paulo José, Júlio Andrade, Carlos Cunha Filho. 115 min. COLUMBIA
:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:37 PM [+] ::
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Tiros em Columbine (DVD & VHS)



Quando alguém poderia imaginar que um filme documentário iria causar tanto impacto e polêmica sobre o papel dos EUA no mundo, criticando sua cultura e sua sociedade, muito mais quando o diretor do mesmo é um americano. Isto só poderia ser o evento que ocasionou a maior polêmica dos Oscar 2003, quando o diretor, Michael Moore, aproveitou a oportunidade e espaço por ter ganhado o prêmio, e tascou uma crítica ao presidente Bush, conhecido por ser a favor de armas e achar que uma guerra pode ser justificada por desculpas absurdas.


A câmera de Moore pode não ser a mais eficaz e organizada pois sua narrativa é episódica e ganha contornos de vai-vem durante sua projeção, porém tem um humor ácido e sarcástico nos episódios mais constrangedores do filme. Utilizando entrevistas e ensaios pensativos onde reflete os porquês da sociedade americana ser tão violenta e armamentista, Moore busca a história dos EUA (aqui utiliza uma animação para demonstrar o episódio) e entrevista figuras como Marilyn Mason (acusado pela sociedade por incitar a violência e morte) e Charles Heston (presidente da sociedade de porte de armas) tudo para justificar os índices de violência americanos.


Em outro momento inusitado (entre tantos), Moore exemplifica que a história cultural não é fundamental para justificar a violência, pois o Canadá tem uma história parecida com a dos EUA, e possuem índices de violência pífios perto dos EUA.


Mas o melhor ou mais constrangedor fica para o final quando novamente aparece Charles Heston, agora colocado numa situação incomoda durante a entrevista e aparece como um velho reumático que não tem mais nada para contribuir a sociedade não lembrando em nada a figura heróica do cinema. Somente este episódio já vale o filme todo.


Alguns podem acusar Moore de oportunismo por estar ganhado muito dinheiro com esta situação, porém a atual situação da política mundial e interna dos EUA justificam todo este festejo porque pelo menos um americano observa o absurdo da situação americana atual.


TIROS EM COLUMBINE: 8,0
(Bowling for Columbine, EUA, 2002)
Diretor(es): Michael Moore
Roteirista(s): Michael Moore
Elenco: Michael Moore, Denise Ames, Arthur A. Busch, George W. Bush, Dick Cheney, Bill Clinton, Barry Glassner, Charlton Heston. 123 min. ALPHA FILMES

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 10:33 PM [+] ::
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Identidade (CINEMA)



O diretor James Mangold é um verdadeiro pau-pra-toda-obra, explico, Mangold já experimentou os mais diversos gêneros em sua carreira. O mais conhecido foi o drama GAROTA,INTERROMPIDA (Oscar de atriz coadjuvante para Angelina Jolie) porém, ele também dirigiu um policial (COPLAND) e, recentemente, um romance (KATE & LEOPOLD). Agora, ele arrisca-se num suspense, IDENTIDADE que foi muito bem recebido pelo público americano.


Se Mangold não é reconhecido como um diretor autoral, aquele que consegue imprimir estilo e linguagem própria, pelo menos ele segue a cartilha de diretor tradicional direitinho. Por exemplo, como IDENTIDADE é um suspense situado num motel (lembrando PSICOSE), durante uma tempestade à noite, ele utiliza muita chuva e trovões para criar um clima de mistério e um motel Zinho de beira de estrada (sem telefones, obviamente) para criar um ambiente abandonado e claustrofóbico. Assim, o ritmo de tensão permanece durante o filme todo (além dos óbvios sustos, como num acidente muito real).


Quanto ao elenco, IDENTIDADE possui nomes bastante conhecidos capitaneados por John Cusack e Ray Liotta, entretanto como a situação abordada no filme é demasiada instigante e em tela há presença de vários atores (antes dos mesmos começarem a morrer), ninguém possui destaque especial. Somente lamento a pequena participação de Rebecca DeMornay num papel bastante peculiar e inusitado dentro co clima do filme.


Quanto a história em si, que ficou aos cuidados de Michael Cooney, possui uma premissa parecida com o clássico de Agatha Christie, O Caso dos Dez Negrinhos (inclusive mencionado no filme) mas não é só isso, o roteiro aborda também (além dos acontecimentos no motel) uma história passada num julgamento feito as pressas no meio da noite de um serial killer que esta no corredor da morte. Onde os casos estão relacionados? E quem seria o assassino do motel e porque? São alguns dos mistérios propostos pelo roteiro.


O que parecia bastante promissor e interessante no inicio da projeção quando somos apresentados a situações onde destino ou coincidência pode ocorrer (como, por exemplo, a cena com os encontros dos personagens na estrada) ao final nos resta uma solução psicologicamente incrível e surpreendente (apesar da denecessaria reviravolta final). Com certeza fãs do gênero devem apreciar um dos melhores filmes de suspense do ano.


Outro detalhe é que IDENTIDADE não tenta ser um suspense impossível enigmaticamente pois durante sua exibição o roteiro nos deixa várias pistas, principalmente aos espectadores mais atentos, que podem descobrir ou pelo menos imaginar o grande mistério do filme.


IDENTIDADE: 8,0
(Identity, EUA, 2003)
Diretor(es): James Mangold
Roteirista(s): Michael Cooney
Elenco: John Cusack, Ray Liotta, Amanda Peet, John Hawkes, Alfred Molina, Clea DuVall, John C. McGinley, William Lee Scott. 90 min COLUMBIA

:: PAULO ROBERTO SELBACH JUNIOR 12:16 AM [+] ::
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